A conquista da copa do Centro de Aulas C

11 de setembro de 2017

DISCRIMINAÇÃO DAS TRABALHADORAS DA LIDERANÇA NO CENTRO DE AULAS CARAÍBA – UFG

“… a gente da limpeza pode entrar pra limpar, agora pra almoçar e pra lanchar, nós não pode.”

por Trabalhadora da Limpeza

“Eu trabalho no Centro de Aulas Caraíbas e o motivo desse aúdio é por causa que eles proibiu nós almoçar dentro do prédio, no quartinho, nós não temos lugar pra almoçar, e nós tamo almoçando aqui fora sentando nos bancos. Quem proibiu foi a chefe da coordenadora do prédio, que proibiu nós de entrar no quartinho pra almoçar, que era o local onde nós almoçava, e na sala dos professor. As bolsas da gente, os material da gente que a gente traz de casa não pode guardar dentro do prédio, nós tá usando dentro do carrinho do trabalho porque não tem lugar pra guardar. Nós não tem armário pra guardar nossas coisas, ficam jogadas. É bota jogada de fora do prédio e no canto dos corredor. A bolsa as coisas que a gente traz não tem lugar pra guardar. É isso que a gente encabula porque a gente da limpeza pode entrar pra limpar, agora pra almoçar e pra lanchar nós não pode. Nós somos discriminadas. A empresa já tá tomando providência com isso, chamou uma reunião com o reitor pra ver o que pode fazer pela gente”.
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COMENTÁRIO DO COLETIVO:

Mas não se deve depender só das empresas, ein? Se organize e lute! Sabemos que não é o único caso! Também tem uma denúncia ou relato? Mande áudio, foto ou texto para o para a página. Garantimos o Anonimato!

5 de outubro de 2017

NÃO TEM MAIS SEGREGAÇÃO NO CENTRO DE AULAS C!

Depois de denúncia dos Invisíveis que as funcionárias da limpeza estavam sendo impedidas de usar a copa e os armários, foi determinado todas as trabalhadoras que fazem o Centro de Aulas Caraíbas funcionar na UFG vão poder usar a copa e guardar seus pertences de forma digna. Isso mostra que é possível sim mudar as nossas condições de trabalho e de vida, se nos unirmos e praticarmos a solidariedade contra os desmandos dos chefes e dos patrões contra qualquer um de nós. Mexe com a gente que nós nos mexemos de volta e mexeu com um, mexeu com todos!

Viu algum desmando ou injustiça? Não importa se é terceirizado, efetivo, estagiário ou o que seja, todos merecemos trabalhar com dignidade!

Denuncie e lute conosco!
Garantimos o anonimato e a sua voz.

Balanço da luta

fevereiro de 2018

A 1ª Edição do Invisíveis publicou relato de uma servidora terceirizada que trabalha na limpeza do Centro de Aulas Caraíbas na UFG, no qual ela narra segregação imposta contra o pessoal da limpeza, que foi impedido de usar as dependências do prédio para fazer suas refeições e guardar seus pertences.

Dois meses após a denúncia e graças à luta coletiva e solidária das trabalhadoras, a situação de reverteu e hoje elas têm novamente o direito assegurado de se alimentar e descansar de forma decente, além de guardar seus pertences em local seguro. Não apenas elas: todas as trabalhadoras dos Centros de Aula.

O fato nos revela que somente a verdadeira resistência das trabalhadoras é capaz de impedir o avanço da exploração e da opressão promovidas pelo capital e pelo Estado. Não podemos esperar pela ação burocrática dos sindicatos. Devemos nos organizar, nas bases, no chão de fábrica, nos Centros de Aulas, nas Faculdades, nos Call Centers etc. e exigir respeito e direitos.

Nesse sentido, o caso do Centro de Aulas Caraíbas é exemplar, pois provocou inclusive um atrito entre chefias que, após a divulgação do caso, se desentenderam e finalmente resolveram o problema em favor das trabalhadoras.

O coletivo Invisíveis reforça seu compromisso de colaborar para construir uma rede de solidariedade entre todas as trabalhadoras, sejam efetivos, terceirizados, prestadores de serviço ou estagiárias, com o objetivo de conquistar o legítimo lugar de quem produz a riqueza social: a IGUALDADE.